quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SOBRETAXAS FALSAS

 

Sobretaxas falsas

 
 
     Os selos da imagem supra possuem todos sobretaxas falsas. São todos em denteado 15 x 14. Em observação rápida verifica-se que o selo do 40C s/2C, laranja, não foi emitido. Pode-se concluir que as três falsificações são oriundas da mesma “oficina”. Basta observar-se as barras dos três exemplares.
     Quando comecei com os selos Ceres sobretaxados, nunca me ocorreu que poderiam existir sobretaxas/sobrecargas falsas. Isto até um dia em que parei para pensar. E creia-se que se trata de uma verdadeira problemática.
     Um dia em Lisboa, na Praça da Ribeira, num classificador, encontrei uma boa quantidade de selos novos e usados do 15 C s/ 20 C, castanho. A preço convidativo, adquiri dois exemplares. Na série, é o selo que apresenta a menor tiragem: 10800 exemplares. 60 folhas de 180 selos.
 
     Até ali entendia que devia ser um selo bastante difícil para os colecionadores, mas, observando aquele classificador, aparentemente não o seria. No meu círculo de colecionadores amigos também nunca me tinha apercebido que alguém tivesse tido dificuldades em adquiri-lo. E se estivermos atentos, o selo, efetivamente aparece com muita frequência.


Sobretaxas autênticas
 
 
     Intrigado com a quantidade de selos que tinha visto, observei com atenção os exemplares que trouxe de Lisboa e concluí, sem qualquer dúvida, que as sobretaxas eram falsas.

     Que referências existem a falsificações nesta série:

     Oliveira Marques refere que houve falsificações da sobretaxa, apontando o 40 C s/ 2 C, castanho. O Engenheiro Miranda da Mota, num seu artigo, publicado no Catálogo da XV Exposição Filatélica Nacional – Gaia 90, apresenta imagem de uma sobretaxa de 40 C, falsa, sobre um selo de 2 C, laranja.

     Os catálogos portugueses não referem a existência de falsificações.

     A série dos selos Ceres sobretaxados/sobrecargados proporciona-nos umas boas rasteiras, que podem lesar significativamente os menos atentos. Este tipo de selos aparecem à venda em qualquer lado, muitas das vezes sem a menção de que se trata de sobretaxas falsas.

     A título de comparação e elucidação, observe-se:

Selo nº.1 - Sobretaxa falsa
 
 
 
     A imagem superior pertence a um dos selos do bloco que ilustra este blog. A imagem inferior pertence ao selo nº.1.
     A tintagem original - imagem superior - apresenta um granitado homogéneo, de aspeto áspero, às vezes com pequeníssimas falhas de impressão. Os carateres por si impressos não apresentam cercadura.
     A tintagem falsa – imagem inferior – não é granitada, tendo um aspeto mais liso e os carateres tipográficos apresentam cercadura. O algarismo 1 é ligeiramente diferente.
     Segundo selo com sobretaxa falsa para observação, tendo como referência a sobretaxa autêntica:

Selo nº.2 - Sobretaxa falsa
 
 
     Na imagem inferior, correspondente ao selo nº.2, verifica-se que a tinta que imprimiu a sobretaxa é praticamente lisa, diluída e muito mais escura. O algarismo 1 é diferente.
     Terceiro selo com sobretaxa falsa para observação, tendo como referência a sobretaxa autêntica:

Selo nº.3 - Sobretaxa falsa
 
 
 

     Novamente, na imagem inferior, correspondente ao selo nº.3, verifica-se, para além da sobretaxa inclinada, que a tinta que a imprimiu é negra, lisa e os algarismos são diferentes.

     Muitas das sobretaxas são muito bem aplicadas e algumas de difícil deteção, mas como se pode ver, com uma observação cuidada consegue-se fazer uma separação. As sobretaxas falsas aplicadas em selos tidos como difíceis aparecem frequentemente. Note-se que em muitas das sobretaxas falsas, a posição dos carateres tipográficos não se encontram no seu verdadeiro alinhamento entre si.
    Alguns exemplos de falsificações em variedades tidas como mais difíceis:
    Denteados 15 x 14

Imagem LPD
 


 
 
Imagem eBay
 
 
 
Imagem NFACP 
 

     Mas não se pense que as falsificações aparecem apenas sobre os selos considerados pouco vulgares. Estas aparecem igualmente em selos de valor insignificante. Observe-se alguns exemplares:




Imagem ebay
 
     Aparecem igualmente sobre selos que não foram sobretaxados, tentando dar-lhes um ar de erro e possível raridade.
     Observe-se:

10 C s/ 1/2 C, preto, denteado 15 x 14, papel porcelana
 
40 C s/ 2 C, laranja, denteado 15 x 14, papel liso
 
 
     Aparecem ainda selos com sobretaxas falsas que em nada têm a ver com as originais, mas mesmo assim, alguns, vendem-se como autênticos.

     Alguns exemplares:

Imagem eBay
 
Imagem NFACP
 
Imagem CFP
 

     De salientar que a taxa de 80 C também existe falsa. Conheço-a sobre o selo do 6 C, rosa, no denteado 15 x 14.

Bibliografia:
- Marques, A.H.R. de Oliveira, História do selo Postal Português, Volume II
- Mota, José Manuel Miranda da, Um(a) Laranja Amargo(a) para os Catálogos, Catálogo da XV Exposição Filatélica Nacional – Gaia 90
- Catálogo Simões Ferreira
- Catálogo Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda
- Catálogo Eládio de Santos

 
 



terça-feira, 26 de julho de 2016

PAPEL LISO AMARELADO!?


    Quadra do 40C s/2C, laranja, denteado 12 x 11 1/2, papel liso, pontinhado vertical forte. Até aqui nada de anormal. A questão é que o papel se apresenta amarelado. A tonalidade amarelada é totalmente uniforme em toda a quadra. Sendo papel liso, por princípio, este não se pode apresentar colorido. A questão neste caso é complexa, dada a uniformidade da tonalidade amarelada do papel. Não havendo outros exemplares para comparação, a conclusão é de que estaremos na presença de uma peça que, ao ser descolada/separada do seu suporte original, terá sido tingida/desbotada.  

Bibliografia:
- Mota, José Manuel Miranda da, Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal, Convenção Filatélica, Setembro 2003, nº.6
- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente - Mercado Filatélico
- Leite, M. Pereira, Ceres – Dois Mil Milhões de Selos em Trinta Anos de Circulação – Mercado Filatélico
- Magalhães, A. Guedes de, Apontamentos Sobre Selos Ceres – A Cronologia das Tiragens para o Continente

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

10 C s/ ½ C, Preto, Papel Liso, Denteado 12 x 11 ½ - Variedade CORREIC

Quadra do 10C s/ ½ C, preto, papel liso, denteado 12 x 11 ½. Selo superior direito com variedade CORREIC
 
     A variedade CORREIC, no selo do 10C s/ ½ C, preto, papel liso, denteado 12 x 11 ½  não se encontra catalogada ou referenciada, quer mesmo em qualquer papel ou denteado da taxa de ½ C, preto. Nos trabalhos que publicaram, tanto Castro Brandão como os Engs. Miranda da Mota e Armando Vieira, não referem a existência desta variedade quer no selo sobretaxado quer no selo normal. No livro Variedades de Cliché é referenciada uma variedade no selo do 10C s/ ½ C, preto, à qual é atribuída o número XI, mas sendo a fenda do O diferente, como se pode observar:
 
     É no entanto possível que o cliché, com as sucessivas utilizações na impressão dos selos, se tenha deteriorado, dando origem à presente variedade.
 
Bibliografia:
- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente - Mercado Filatélico
- Mota, J. M. Miranda da / Vieira, A. M. O., Portugal Ceres Variedades de Cliché
- Mota, J. M. Miranda da, Problemática do Estudo dos Selos Ceres de Portugal, Catálogo da V Exposição Filatélica Luso Espanhola Iberex 87
- Catálogo Simões Ferreira
- Catálogo Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda,
- Catálogo Eládio de Santos
- Catalogo Afinsa
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PAPEL PARAFINADO

Tira horizontal de três selos do 96C, revalidado, vermelho, papel parafinado
 
 
Os selos impressos em papel parafinado aparecem catalogados pela primeira vez no catálogo Afinsa de 2006.
Em 2003, o Eng. Miranda da Mota, num trabalho intitulado “Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal”, publicado na Convenção Filatélica, nº.6 de Setembro desse ano, apontava a existência de diversos selos em papel parafinado, os mesmos que apareceram catalogados em 2006.
Oliveira Marques não identifica este tipo de papel. Castro Brandão refere-se à classificação de um papel que designa por acetinado azeitado, devendo, ao que tudo indica, tratar-se do papel parafinado. Pereira Leite refere-se ao papel acetinado azeitado mencionado por Castro Brandão. Guedes de Magalhães nada refere.
Os antigos catálogos portugueses não se referiam a este tipo de papel.
A definição para o papel parafinado, é de que se trata de um papel acastanhado, de aspeto oleoso e macio.
Quadra do 10C s/ 1C, castanho, papel parafinado
 

Parece, à primeira vista, que é uma definição algo pobre, para um tipo de papel que se afigura algo complexo em identificar, mas também não vejo muito mais a acrescentar à definição. Os selos impressos neste tipo de papel não são fáceis de encontrar, quer em novo ou usado. Algumas taxas são mesmo bastante raras. São igualmente bastante difíceis de encontrar em peça circulada.

Carta de Lisboa (08ABR25) para a Alemanha franqueada com um selo do 10C, tijolo, papel liso e cinco selos do 30C, canela, papel parafinado, perfazendo o porte de 1$60
 

Em todos os selos de taxas diferentes que observei, verifiquei que o papel se apresenta bastante macio. A questão do aspeto acastanhado será a parte mais complexa da definição, já que me parece que algumas taxas tendem ao aspeto amarelado, o que provoca uma grande confusão com aquele tipo de papel. A oleosidade do papel também é de difícil observação em alguns selos. O papel parafinado é considerado um papel colorido, sem revestimento. Este tipo de papel é acetinado.
É preciso uma grande familiarização com o papel dos selos ceres para se conseguir classificar este tipo de papel. É necessário efetuar-se uma atenta observação do selo, fazer-se uma apalpação de forma a sentir-se o papel e compara-lo com outros exemplares da mesma taxa em papel acetinado, quando existam emitidos nesse papel ou, na falta destes, os de papel liso.
Se a observação não for bem atenta, alguns exemplares em papel amarelado podem confundir-se com o papel parafinado. E creiam que a tarefa não será nada fácil.
Atualmente encontram-se catalogados os seguintes selos:

10C tijolo

1C castanho

2C laranja

3C azul

6C carmim rosa

5C sépia

15C preto

25C rosa

6C castanho

8C laranja

30C canela

40C chocolate

10C s/1C castanho

15C s/25C rosa

40C s/2C laranja

15C preto revalidado

96C vermelho revalidado


De todos estes selos, não vi até ao momento, o 10C tijolo e o 3C azul.
 
Há quem refira a existência em papel parafinado, dos selos 3C rosa e 4C s/8C laranja.
 
Observe-se alguns exemplares em papel parafinado com o correspondente selo normal da mesma taxa:
       1C, castanho - selo da direita papel parafinado
 2C, laranja - selo da direita papel parafinado

 15C, preto - selo da direita papel parafinado
 
15C, preto - selo da direita papel parafinado, pontinhado horizontal
 
25C, rosa - selo da direita papel parafinado
  
6C, castanho - selo da direita papel parafinado
  
 
8C, laranja - selo da direita papel parafinado 
  
30C, canela - selo da direita papel parafinado
 
40C, chocolate - selo da direita papel parafinado, pontinhado horizontal
 
10C s/1C, castanho - selo da direita papel parafinado
 
 40C s/2C, laranja - selo da direita papel parafinado
 
 
 96C, revalidado, vermelho - selo da direita papel parafinado
 
 
Para melhor elucidação observe-se alguns selos em papel parafinado com o correspondente selo da mesma taxa em papel amarelado:
 
  Par do 1C, castanho, papel amarelado - selo da direita papel parafinado
 

2C, laranja, papel amarelado, pontinhado vertical ( dent. 15 x 14 ) - selo da direita papel parafinado
 
  
 15C, preto, papel amarelado - selo da direita papel parafinado
 
 
40C, chocolate, papel amarelado - selo da direita papel parafinado, pontinhado horizontal 
 
 
 
40C s/2C, laranja, papel amarelado, pontinhado horizontal - selo da direita papel parafinado 
  
  

Bibliografia:

- Mota, José Manuel Miranda da, Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal, Convenção Filatélica, Setembro 2003, nº.6

- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente - Mercado Filatélico

- Leite, M. Pereira, Ceres – Dois Mil Milhões de Selos em Trinta Anos de Circulação – Mercado Filatélico

- Marques, A.H.R. de Oliveira, História do selo Postal Português, Volume II

- Magalhães, A. Guedes de, Apontamentos Sobre Selos Ceres – A Cronologia das Tiragens para o Continente

- Catálogo Simões Ferreira, 1936; 1981

- Catálogo Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda, 1984

- Catálogo Eládio de Santos, 1950; 1992

- Catalogo Afinsa, 2006; 2013
 
 
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PAPEL AVERGOADO

   Normalmente a definição de papel avergoado é-nos transmitida pela seguinte expressão:

"Apresenta, quando examinado contra a luz, uma pauta de linhas paralelas"

   O Engenheiro Miranda da Mota define-o com aquela expressão.

   Castro Brandão apelidava-o de papel listrado.

   Pereira Leite seguia a definição que o catálogo Simões Ferreira lhe atribuía: Papel Avergoado (ou Estriado) é o papel que quando visto contra a luz, apresenta uma espécie de pauta a água, e ao qual os franceses chamam papel vergé.

   O catálogo Eládio de Santos descrevia o papel avergoado como um papel que apresenta à transparência uma série de soluções de continuidade na pasta, em forma de linhas, que podem ser horizontais ou verticais, ou ainda formar losangos ou quadrados.

   O catálogo Afinsa segue a definição do Engenheiro Miranda da Mota.

   Inicialmente o único selo Ceres identificado e catalogado neste tipo de papel era o 2 C, amarelo, da emissão de 1924 – 1926, o qual aparecia referido no catálogo Simões Ferreira, catálogo Portugal de Selos Postais e catálogo Afinsa. O catálogo Eládio de Santos não o catalogava. A partir de 2007, o catálogo Afinsa passou a catalogar também o selo Ceres de 2 ½ C, violeta, nos denteados 15 x 14 e 12 x 11 ½ em papel avergoado.
   O selo de 80 C, violeta - Afinsa 286 - existe igualmente em papel avergoado, assim como o 40s/2 C, amarelo - Afinsa 467 - mas este, claro, correspondente ao 2 C, amarelo, da emissão de 1924 - 1926.

   Este tipo de papel não é vulgar e é, na minha opinião, de difícil deteção. As linhas paralelas ou a pauta a água inseridas no papel são de uma perceção muito ténue, necessitando-se de uma observação muito atenta para se proceder à sua identificação.

   Para se ter uma ideia numa observação, será mais ou menos este tipo de linhas verticais a água que se verá no corpo do selo observando-o contra a luz:

 
    Os selos neste tipo de papel são bastante escassos.
Selo Ceres do 2 Centavos, amarelo, papel avergoado
 
 
 
 
 


Bibliografia:

- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente - Mercado Filatélico

- Leite, M. Pereira, Ceres – Dois Mil Milhões de Selos em Trinta Anos de Circulação – Mercado Filatélico

- Mota, José Manuel Miranda da, Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal, Convenção Filatélica, Setembro 2003, nº.6

- Catálogo Simões Ferreira, 1958; 1981

- Catálogo Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda, 1984

- Catálogo Eládio de Santos, 1950; 1992

- Catálogo Afinsa, 2007; 2013
 
 

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O (RE)APARECIMENTO DE UM LARANJA


    Sempre me confundiu verificar que o selo Ceres do 2 C, laranja, em denteado 15 x 14, em papel cartolina, era catalogado com sobrecarga Açores para aquele arquipélago e não era catalogado nos selos do Continente.

Selos de 2 C, laranja, denteado 15 x 14, papel cartolina com sobrecarga Açores

 
 
    Sabia que o selo com sobrecarga Açores não era um selo difícil. É até um selo que aparece com alguma frequência.

     Intrigado ficava quando verificava que Guedes de Magalhães o havia identificado.
 
    Castro Brandão indicou-o na sua primeira edição do estudo Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente, mas já não o mencionou na segunda edição do mesmo estudo.
    O Engenheiro Miranda da Mota, profundo conhecedor e estudioso dos selos ceres, não o referia no seu estudo Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal publicado na Convenção Filatélica.
    O catálogo Simões Ferreira, ao que me parece, nunca o catalogou. Pelo menos não consta nos catálogos mais antigos que conheço – 1936 e 1937.


    O catálogo Eládio de Santos catalogava-o e atribuía-lhe cotação. Posteriormente passou apenas a cataloga-lo mas sem atribuição de cotação, dando a ideia de ser um selo não conhecido.

    O catálogo de Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda, de 1984, catalogava-o e atribuía-lhe uma cotação em usado, que na altura era cerca de doze vezes superior ao mesmo selo de denteado 12 x 11 ½ em papel cartolina.

    O catálogo Afinsa nunca o catalogou.

    Era uma situação que me deixava confuso. As probabilidades de efetivamente o selo existir sem a sobrecarga Açores era praticamente nula.

   Teria mesmo acontecido que os selos, naquele tipo de papel e denteado, teriam sido todos sobrecargados com Açores?

    Era uma situação possível, mas mantive sempre a ideia de que não deveria ter sido assim, pelo que sempre vasculhei tudo na esperança de encontrar um exemplar.

    Depois de tanto tempo de procura, finalmente encontrei em usado, um 2 C, laranja, denteado 15 x 14, em papel cartolina: 108/110 microns.

 
 
 
    O curioso é que o selo tem a lápis, no verso, o número correspondente ao catálogo Eládio de Santos, naquele papel e denteado, devendo ter pertencido a alguma antiga coleção.

    É mais uma casinha a abrir no catálogo…

 
    Bibliografia:
- Magalhães, A. Guedes de, Apontamentos Sobre Selos Ceres – A Cronologia das Tiragens para o Continente
- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente - Mercado Filatélico do Norte de Portugal – Porto -1942
- Brandão, A. de Castro, Variedades dos Selos de Tipo Ceres e Lusíadas do Continente – 2ª Edição 1956 - publicado Mercado Filatélico – JAN/MAR 1973
- Mota, José Manuel Miranda da, Os Papéis dos Selos Ceres de Portugal, Convenção Filatélica, Setembro 2003, nº.6
- Catálogo Simões Ferreira, 1936; 1937
- Catálogo Portugal de Selos Postais – Numismática e Filatelia, Lda, 1984
- Catálogo Eládio de Santos, 1950; 1992
- Catalogo Afinsa, 1990; 2013